Tá, fala sério, quantas vezes você sentiu que deveria fingir ser outra pessoa ou até mesmo contou aquela mentirinha básica e inocente para ser aceito por alguém ou em algo que fosse importante para você? E não estou falando sobre aquela aumentadinha básica no currículo, não. Pois, é, Elsie Hannaway é mestre nesse assunto. Não sobre o currículo, é claro, porque nossa garota é mais do que bem graduada e capacitada para a vaga - nem tão sonhada ou desejada por ela - de professora adjunta que ocupa em algumas universidades de Boston.
Digamos que a vida inteira, Elsie, uma cientista teórica brilhante - embora nem sempre acredite nisso - sentiu que precisava criar versões diferentes de si mesma para agradar sua mãe, seus namorados, seus amigos, mentores, colegas... Afinal, ser você mesmo quando se deseja fazer todos felizes é quase uma missão impossível. A questão é que ela não está exatamente colhendo bons frutos dessa escolha.
Ainda que tenha o respeito de seus colegas de área, uma melhor amiga para chamar de sua e um teto até que razoável, a vida financeira de Elsie está caminhando ladeira à baixo a tal ponto, que ela escolhe trabalhar como freelancer para um aplicativo de relacionamentos falsos para manter a si mesma e a sua saúde, tendo em vista que é portadora de diabetes e além de tudo, também precisa arcar com tais custos.
Tudo parece prestes à mudar quando Elsie é indicada à uma vaga de responsa no MIT que, além de todo o prestígio, também promete uma boa remuneração e plano de saúde, o que à essa altura do campeonato, é tudo o que Elsie mais deseja na vida. O processo seletivo para a vaga, no entanto, é um tanto quanto cansativo e longo, mas Elsie está mais do que determinada à ser a candidata ideal que todos os avalistas esperam para consegui-la.
Ela só não contava, é claro, que uma das possíveis barreiras para isso seria ninguém menos que Jonathan Smith-Turner, um cientista experimentalista que há cerca de 15 anos dilacerou a carreira do adorado mentor de Elsie, Dr. Laurendeau, além de ter colocado em check o trabalho de todos os cientistas teóricos, a partir da publicação de um artigo em uma das revistas científicas mais importantes do mundo. E mais, que, na realidade, o odiado Jonathan Smith-Turner era também Jack Smith, o irmão desconfiado de um dos seus melhores clientes - um de seus melhores namorados de mentira - e amigos, Greg Smith.
Amor, teoricamente de Ali Hazelwood gira em torno do inesperado e conturbado relacionamento de Elsie e Jack e da descoberta de Elsie enquanto pessoa. Isso porque, ao longo da história, não só podemos ver esses dois se apaixonarem, como também Elsie descobrindo e aprendendo a ser ela mesma e a dizer o que realmente pensa, influenciada pela constante influência de Jack, o que me fez amar ainda mais a história.
Jack faz com que ela perceba que ao tentar agradar todos os outros, Elsie está se deixando de lado e perdendo oportunidades únicas na vida e, o mais importante, que ela, a verdadeira Elsie, é uma pessoa linda, incrível, inteligente e digna de se amar.
A escrita de Ali é perfeita, é claro e a história que ela criou é crível, repleta de detalhes sobre a realidade dos professores adjuntos das universidades e do meio científico, além de nos trazer muito conhecimento sobre este universo. Isso sem falar nas reviravoltas que sim, esse livro tem de monte.
SPOILER ALERT:
Confesso que o único ponto que me incomodou um pouco foi o motivo pelo qual a protagonista se separa, ainda que brevemente, de Jack, no final do livro. Afinal, ainda que seja compreensível, Jack nunca esteve errado e a atitude de Elsie incomodou um pouco. Outro ponto é que, em alguns momentos ao longo da história, a protagonista agiu de forma um tanto quanto imatura para a idade, pois se pararmos para avaliar que Elsie é considerada uma doutora de renome, ela não é mais nenhuma garotinha.
CONCLUINDO...
Não é um romance perfeito, mas chega perto e realmente é uma leitura que eu recomendo e que me fez começar 2025 com o pé direito! E você, já teve a oportunidade de mergulhar nesse romance?





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